Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Podia ser tão fácil como surfar no mar? Podia, mas não era a mesma coisa!

Na manhã solarenga de 18 de Outubro, o grupo aguardava com ansiedade a entrada na Gare Marítima de Alcântara. Afinal, subir ao maior cruzeiro do mundo não é algo que se faça todos os dias. Depois de um check in apertado, tal qual uma alfândega de um país longínquo, fomos arrebatados por uma visão esmagadora: diante de nós o cruzeiro Independence of the Seas saudava-nos do alto dos seus 15 andares e com comprimento equivalente a três campos de futebol. Algures no convés estaria o motivo da nossa presença ali, uma Flowrider, ou piscina de ondas, pronta a proporcionar momentos únicos e inesquecíveis.

 

Numa iniciativa inédita em Portugal a Rita Pires em conjunto com a Sport Tv, para o programa A Onda da Rita, e a Royal Caribbean lançaram um concurso onde 14 participantes entre os 13 e os 17 anos puderam subir a este cruzeiro e experimentar pela primeira vez uma piscina Flowrider. Para a ajudar nesta tarefa, a campeã de Bodyboard contou ainda com a preciosa ajuda de alguns amigos, tais como os experientes Edmundo Veiga e Marta Teixeira. Romeu Ribeiro e João Melo registaram a acção e Nelson Cunha foi o animador de serviço. Entre o grupo de jovens participantes encontravam-se muitos estreantes na modalidade e outros que, habituados às manobras no mar, não perderam a oportunidade de entrar no concurso e ver como se saíam em ondas, no mínimo, diferentes. A própria Rita confessou que tinha achado “consideravelmente difícil”, da primeira vez que experimentou uma Flowrider. No entanto, foi uma questão de pouco tempo até dominar os segredos desta nova forma de surfar.

Com Lisboa e o Tejo como cenários, subimos à popa do navio onde nos aguardavam os dois instrutores residentes da Flowrider. Além do Bodyboard, os instrutores fizeram também uma breve demonstração em stand up provando que, nesta piscina, o limite é mesmo o da imaginação e… a parede para onde somos projectados depois das inevitáveis quedas. Aguçado o apetite dos presentes, foi a vez da Rita e dos seus convidados brilharem. Apesar de muitas quedas e do receio inicial, a opinião dos participantes foi só uma. “Espectacular” e “divertido” foram os adjectivos mais usados para descrever a sensação de surfar numa piscina de ondas. Ao explicar as razões da sua presença, Mariana Silva, de 15 anos, foi ainda mais longe: “a Rita já foi minha professora de Bodyboard e eu adoro-a! Como acompanho o programa dela, resolvi concorrer pois não podia perder esta oportunidade única. Nunca pensei que isto fosse assim, é diferente de tudo o que me ensinaram e já alguma vez senti dentro de água. É super divertido mas, ao mesmo tempo, muito difícil! No entanto, acho que também é isso que torna as coisas ainda mais engraçadas.”

 

Durante duas horas os participantes experimentaram um a um a Flowrider, sob a orientação de Rita Pires. Drop Knee, el rollos, cut backs e outras manobras surpreendentes, tais como atirar a prancha e recepcioná-la com o corpo, foram alguns dos truques tentados, para surpresa de pais e alguns dos 3600 passageiros do navio que assistiram ao concurso que decorreu esta manhã. Maria Lourenço, a correr o Nacional de Esperanças, descreveu o ambiente que se fazia sentir: “é um privilégio incrível estar aqui entre pais, amigos e com a Rita. Surfar numa piscina de ondas é completamente diferente de surfar no mar, mas é também muito divertido”. E quando lhe perguntam sobre a importância deste tipo de eventos para o Bodyboard nacional é peremptória: “Estamos a mostrar que o nosso desporto tem muitas vertentes e que pode ser tão mediático quanto o Surf”. 

No final da manhã, depois da deliberação de um júri atento às performances e ao domínio das manobras entretanto aprendidas pelos concorrentes, foram escolhidos cinco finalistas, dentre os catorze participantes, que iriam disputar um prémio final: uma prancha Deeply e um cheque Royal Caribbean no valor de 100€ para descontar numa futura viagem. Depois do tudo ou nada, onde cada um teve de mostrar o maior número de habilidades na piscina, a classificação terminou da seguinte forma: em quarto lugar ex aequo ficaram Ricardo Fonseca e Madalena Pereira, em terceiro lugar ficou João Santos, em segundo Maria Lourenço e o grande vencedor foi Francisco Bessone. Apesar do Francisco já estar habituado às competições de Bodyboard, confessou que não estava à espera de ganhar: “Estou muito contente, pois surfar aqui é muito diferente de surfar no mar. Aqui é a água que vem contra ti, no mar és tu que vais na onda.” No que toca aos restantes participantes, nenhum saiu de mãos a abanar. Além de todas as emoções fortes vividas nesta manhã, todos eles levaram para casa shorts da Deeply, bonés, protectores solares e toalhas de praia Piz Buin e medalhas de participação.

O balanço desta actividade não podia ser mais positivo para Rita Pires. “Não existe nenhuma piscina deste género em Portugal e este tipo de iniciativas são muito importantes, na medida em que trazem novas emoções aos praticantes de Bodyboard. Além do mais, este tipo de actividades são um excelente complemento para qualquer amante de desportos de ondas porque conjuga vários factores importantes, tais como, o divertimento a adrenalina e a evolução rápida.“ Francisco Bessone, vencedor deste primeiro concurso de Flowrider em Portugal, tem a mesma opinião: “estas iniciativas são sem dúvida excelentes para demonstrar a força e as potencialidades do nosso desporto.”

 

O dia ficou completo com um almoço de convívio num dos inúmeros buffets e uma visita guiada às zonas mais espantosas deste cruzeiro, que custou cerca de 800 milhões de euros. Salas de espectáculos, galerias sumptuosas, casinos, discotecas e salas de jogos, paredes de escalada, ginásios e spa’s ou uma pista de gelo são algumas das dezenas de maravilhas que pudemos encontrar no Independence of the Seas. Mas, apesar de tudo isto, se perguntarmos aos presentes do que gostaram mais, a resposta é sem dúvida unânime: da Flowrider, claro!

 

Uma piscina Flowrider tem características únicas: um conjunto de bombas instaladas projecta continuamente uma lâmina de 10 cm de água criando assim o efeito de onda estática, isto é, uma onda que nunca chega a quebrar. Por sua vez, a superfície da Flowrider é especialmente desenhada de forma a absorver os impactos, tornando-se assim extremamente segura. Tanto adultos como crianças podem explorar as potencialidades de vários desportos de ondas, nomeadamente, o Bodyboard. As manobras em stand-up também são possíveis, numa espécie de união entre o snowboard, surf e skate, em cima duma prancha própria inspirada no wakeboard. Existem mais de 100 piscinas deste tipo, espalhadas um pouco por todo o mundo, em parques temáticos, resorts ou por exemplo, neste navio de cruzeiro que atracou no porto de Lisboa.

 

 

Texto Publicado na Revista FreeSurf Secção "Flores do Mar"-

Nr. 17 Novembro 2009

 

 

Nota: Na FreeSurf, o título desta reportagem tem duas gralhas. Lá pode ler-se "Podia ser fácil Surfar no Mar? Podia, mas não era a mesma coisa". Como é óbvio, o título pretendido é o que encabeça este post e não o da versão publicada, que não faz qualquer sentido. Apesar de ser alheia à situação, as minhas sinceras desculpas aos leitores.

 

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