
"O bodyboard deixou de fazer parte dos ISA - internacional Surfing Games"
Assim se pode ler no site da Associação que tem, com esta decisão, o objectivo de "concentrar todos os esforços em diferentes disciplinas de surf actualmente existentes". Assim, planeiam um campeonato exclusivo de Bodyboard que trará, segundo eles "uma maior visibilidade" ao desporto.
Fernado Aguerre, presidente do Isa, diz que a decisão de separar as modalidades de "stand up" e bodyboard tem em conta as necessidades particulares de cada desporto, a saber, tipos de mar mais apropriados e recursos especifíficos de julgamento para cada desporto.
A meu ver, esta decisão destroí aquilo que até aqui havia sido construído com o ISA. Deita por terra o verdadeiro espírito dos Internacional Surfing Games, uma espécie de espírito Olímpico. É certo que continua a aproximar selecções, mas também é certo que deixa de existir uma forma extremamente importante de aproximar sufirstas, longboarders e bodyboarders. Falo não só de atletas. Inconscientemente o público podia apreciar performances pelas quais, à partida, não se interessaria: qual é o bodyboarder que vai ver uma prova de surf? Ou vice-versa? Quem sabe, se dali não ia nascendo um certo respeito pela modalidade alheia? O caso do último ISA quanto a mim foi exemplar: os excelentes resultados dos bodyboarders portugueses catapultaram a selecção para um honroso sexto lugar, mais as medalhas individuiais de prata, com Manuel Centeno e de bronze com Hugo Pinheiro e Rita Pires. Dou por mim a ouvir um certo burburinho entre a comunidade surfista: "ai se não fosse o bodyboard...". Goste-se ou não se goste, o que é certo é que este tipo de competições ajuda (ou ajudava) a criar laços de familiariedade entre disciplinas. Quando normalmente são auma espécie de dversários, surfistas e bodyboarders lutavam por uma causa comum. Separar o "stand uo" do bodyboard é, quanto a mim, um retrocesso no que de bom já foi conseguido. Surf e Bodyboard, de novo, de costas voltadas.
Parece-me que os aspectos positivos desta separação, apontados pelos distintos senhores do ISA não suplantam os aspectos negativos que dela nasceram. Maior "visibilidade do Bodyboard"? Se é que o Bodyboard precisa de maior visibilidade do que aquela que já tem, não teria ainda mais visibilidade indo beber do reconhecido mediatismo do surf, competindo em conjunto? "Necessidades particulares de cada desporto"? É certo que existe mar mais propício à pratica de cada um dos três desportos, mas também é certo que existe um ponto de equilíbrio que é ideial para os três. As finais do ISA deste ano no CDS foram, indubitavelmente feitas em más condições para os três desportos e não serão ondas longas e tubulares o sonho de qualquer rider, indpendentemente de como as desce?
O Bodyboard sempre foi e será um desporto marginal. Mas, por ser "marginal", não quer dizer que o seja num mau sentido. Se calhar é mesmo esse o lugar onde nós, bodyboarders, o queremos. ok deixem-nos sossegados no nosso canto, bem longe do "morangos style of living". Quanto a mim as razões acima descritas não passam de desculpas que respondem à urticária de certos interesses económicos. Bodyboard ao lado das disciplinas de surf é incómodo: é reconhecer uma espécie de filho bastardo que, sim senhor cresceu e já é muito importante, mas provoca sempre uma certa azia quando se junta à familía uma vez por ano no "Natal". Será coincidência que o próximo ISA, a realizar na Costa Rica em Agosto, seja Billabong ISA World Surfing Games? A marca posicianada no surf, sem bodyboard team... .
Como tirar a pedra do sapato? "Está-se a planear um campeonato do mundo exclusivo ao Bodyboard!" Puxa, que generosos. Fico então à espera. Sentada.
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