
Ao que parece este vai ser o equipamento principal e alternativo do Benfica na próxima época. Parece que já chocou muita gente a opção cromática do "cô-de-rusinha". Vozes que não percebem nada de moda, das novas tendências do
homo masculus moderno. Qual camisa aberta até ao umbigo com fiozinho de ouro à vista e peito à Toni Ramos! Qual peuguinha branca com raquete e calças de fato de treino! Adeus pilosidades por baixo do nariz e unhaca no mindinho! Ponham os olhos nos homenzarrões do futebol! O que está a dar é ser
metrosexual. É tudo uma questão de coerência: fashion fora e dentro do campo! E se estão pouco convencidos o
RAP da-vos uma ajuda:
De Dezassete a 2 de Julho de 2007 às 15:17
cor de rosinha e não cor de rusinha
De
LaraR a 2 de Julho de 2007 às 17:21
Exactamente. Por isso é que a expressão se encontra entre aspas, já que está incorrectamente escrita. No entanto, se queria corrigir-me aconselhava uma leitura mais atenta. A expressão que escrevi foi "cô-de-rusinha" e não "cor de rusinha", como referiu. Portanto, a palavra "cor" também teria um erro a assinalar, não só pela acentuação, mas também pela supressão do "r" final. Contudo, a minha intenção foi puramente retórico-estilística. As virtutes elocutionis do discurso são elementos retóricos utilizados, por exemplo, para dotá-lo de propriedades que o façam entrar em conformidade com determinado sistema linguístico. Daí ter utilizado o barbarismus - a alteração da composição fonética do corpo da palavra como erro. A supressão do fim da palavra denomina-se de apocope. Utilizei ainda a aliteração do som "u" em detrimento do correcto uso do grafema "o", na palavra "rosinha", de modo a acentuar a leitura da palavra com o som "u" e não "o" como normalmente deve ser lida, quando o "o" aparece em sílaba átona.
Penso que o tom irónico do texto foi adensado por este "ataque" à morfologia, visto que a modificação fonética dele resultante foi ao encontro do modus dicenti de um discurso oral, também ele de tom irónico. No entanto, agradeço a correcção, pois qualquer forma de mal trato da língua deve ser evitada e por mais cuidado que se tenha, pode sempre surgir alguma gralha inopinada. De hora avante, caso queira recorrer de novo a estes métodos, escreverei sempre a palavra de forma correcta entre parêntesis.
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