
A praia de Carcavelos recebeu hoje o primeiro dia de competição do Estoril B! Pro Junior, etapa inaugural do circuito europeu, com ondas de meio metro, vento fraco, mas surfistas muito motivados.
Neste campeonato marcam presença os melhores surfistas europeus que, em três dias, vão mostrar porque são os favoritos. Destaque para Marcos San Segundo, Medi Veminardi, Pierre Valentin Laborde, Marc Lacomare, Adrien Toyon ou Nicolau Von Rupp, alguns dos nomes que tornam a competição aliciante e o desfecho imprevisível.
Nas primeiras baterias da manhã, estiveram muitos portugueses em prova. Diogo Castro, António Ribeiro e Martim Gonçalves foram alguns dos surfistas que passaram para a fase seguinte do campeonato. Já João Kopke, que esteve em segundo durante praticamente toda a bateria, caiu para terceiro nos últimos segundos e não conseguiu recuperar, lamenta: “Não consegui passar por muito pouco, apanhei uma boa onda no final do heat, mas não me deu pontos suficientes.” Apesar da curta participação, o atleta nacional sai satisfeito, porque, segundo diz, “é sempre importante participar em provas com este nível, que puxam bastante por nós.”
Este não foi um dia fácil para surfistas com menos técnica. Com o mar pequeno, a experiência em competição e o conhecimento da praia fizeram a diferença para que os atletas conseguissem mostrar o seu surf. Nicolau Von Rupp esteve, como poucos, à vontade nas ondas de Carcavelos. Apesar de estar doente, o atleta luso-alemão, que nasceu em Portugal e aqui vive, passou para a fase seguinte: “Correu bem. Apesar do mar estar pequeno, consegui apanhar uma boa onda que me colocou em 2.º lugar do heat. Depois do bom resultado no World Qualifying Series (WQS) europeu, espero conseguir uma boa prestação na próxima ronda”, comentou.
Apesar das condições do mar, António Pedro, responsável da Alfarroba e director de prova, faz um balanço positivo do primeiro dia: “Não tivemos as melhores ondas, mas conseguimos realizar a primeira ronda com surf de qualidade. Já organizamos provas deste género há alguns anos, o que nos tem dado experiência e contribuído para que tudo corra sempre pelo melhor.”
Para amanhã prevêem-se condições meteorológicas e de maré mais favoráveis, e além do melhor surf europeu, espera-se também uma forte afluência de público.
Os patrocinadores do evento têm várias iniciativas preparadas, para fazer as delícias dos visitantes de todas as idades: provar o novo sabor de B! Groselha, ouvir música e saltar no air bungee Sony Ericsson, levar para casa a fotografia Canon de um momento engraçado ou saborear as novas Mulle Bar de ingredientes naturais, entre outras experiências.
A prova é transmitida em directo na internet, com imagem, som e pontuações, em www.quiksilverlive.com
at Alfarroba Press Center

A prova que inaugura a temporada de surf internacional em Portugal, para durante três dias ocupar as melhores ondas do município de Cascais, está a aproximar-se. Antecede o campeonato mundial de surf no Estoril e arranca a 17 de Abril, tendo como base principal a praia de Carcavelos.
Caso as ondas no berço do surf nacional não estejam à altura dos melhores surfistas juniores do mundo, o Estoril B! Pro Júnior tem alternativas, entre elas a mundialmente conhecida Praia do Guincho, uma das que recebe melhor ondulação na zona de Lisboa.
É importante relembrar que a pontuação obtida nesta prova conta para o Circuito Mundial Pro Júnior e para o Europeu Pro Júnior, estando em jogo lugares importantes para a finalíssima mundial, a realizar em Janeiro de 2010.
Por cá, o atleta júnior Francisco Alves, de 15 anos, aceitou já o desafio de estar presente. Este jovem pisou o pódio de vários campeonatos nacionais durante o ano passado e é uma das novas aquisições da equipa da Quiksilver.
Martim Gonçalvez, outro atleta Quiksilver que vai participar no Estoril B! Pro Júnior, diz preferir Carcavelos às restantes ondas do Estoril, mas que tal não é determinante: “Carcavelos é a minha onda preferida da linha, é um beachbreak perfeito, com muita força e com vários picos de alta qualidade sempre disponíveis, mas há mais ondas no Estoril. E o que eu quero neste campeonato é mesmo ganhar experiência, ver alguns dos surfistas que vêm de fora para cá surfar e preparar-me para quando começar a entrar em campeonatos internacionais com objectivos mais definidos”. Martim tem 16 anos e participou em algumas provas internacionais, mas nunca tão perto de casa.
Já António Pedro, responsável pela Alfarroba e pela organização do campeonato, salienta a “enorme importância desta prova para os jovens surfistas portugueses, pois podem medir forças com os melhores do mundo e melhorar o seu surf e nível competitivo. Por outro lado, é nosso objectivo que também o público passe uns excelentes dias na praia a ver bom surf e a participar em iniciativas variadas”.
Exemplo disto é o passatempo da marca B!, para tornar a experiência de surfistas e público mais interactiva, na acção “B! Avatar Expression Session”, que nasce de uma parceria entre a marca de refrigerantes e a Canon e que vai disponibilizar meios de fotografar surfistas em poses bem diferentes do habitual.
“É um evento que criámos para realizar em paralelo com o Estoril B! Pro Júnior, fazendo com que quem assiste à competição possa revelar o seu lado B! Avatar. Assim, interagindo com as marcas e passando algum tempo a divertir-se também, o público tem a oportunidade de participar em algo que promete ser um desafio muito animado”, explica Ana Rita Martins, gestora da marca B!.
O Estoril está a postos para que nos dias 17, 18 e 19 de Abril possa assistir-se às performances dos mais talentosos jovens surfistas do mundo.
at Alfarroba Press Centre
A Praia de Coolangatta foi o palco para concluir a etapa inaugural do World Tour, o Quicksilver Pro, e descobrir o vencedor.
Joel Parkinson é o novo ‘King of Kirra’ depois de reclamar uma vitória histórica em ondas na ordem dos 3 metros. Uma impressionante festa de tubos na final entre Prako e Adriano de Souza. A sua última onda, um 10 perfeito, adicionada a um 8.83 fizeram do surfista que eliminou o nosso Tiago Pires logo no segundo dia de competição o grande vencedor. Adraino apesar do surf de alto nível que teve vindo a mostrar durante toda o evento, de tal forma que recebeu elogios rasgados do próprio Slater, desta vez teve menos sorte e não conseguiu descartar um 4.30 que ainda tinha no bolso para juntar a um 7.00.
Vitória bem mais folgada de Parko, na final, do que na sua semi-final frente a Mick Fanning que ainda fez um impressionante combo de 17.66, mas que nem assim conseguiu roubar um lugar na final. Parko fez aqui o melhor heat scoe do campeonato: um 19.93.
A próxima etapa deste WCT será na famosa Bells Beach,Victoria-Australia, entre 7 e 18 de Abril.
Resumo das fases finais do Gold Coast:
SEMIFINAIS
| Heat # 1 Men Semis More info ... Heat Scores Wave/Wave |
singlet | plc | pts | name | from |
| Red | 1 | 19.93 | Joel Parkinson | AUS | |
| White | 2 | 17.66 | Mick Fanning | AUS |
| Heat # 2 Men Semis More info ... Heat Scores Wave/Wave |
singlet | plc | pts | name | from |
| Red | 1 | 14.84 | Adriano de Souza | BRA | |
| White | 2 | 5.34 | Taj Burrow | AUS |
QUARTAS-DE-FINAL – 5.o lugar – US$ 9.000 e 732 pontos:
01: Joel Parkinson (AUS) 15.00 x 4.37 C. J. Hobgood (EUA)
02: Mick Fanning (AUS) 18.53 x 13.00 Damien Hobgood (EUA)
03: Adriano de Souza (BRA) 17.86 x 6.77 Bede Durbidge (AUS)
04: Taj Burrow (AUS) 14.40 x 14.00 Adrian Buchan (AUS)
OITAVAS-DE-FINAL – 9.o lugar – US$ 6.300 e 600 pontos:
01: C. J. Hobgood (EUA) 17.24 x 16.43 Jihad Khodr (BRA)
02: Joel Parkinson (AUS) 13.90 x 10.90 Chris Davidson (AUS)
03: Mick Fanning (AUS) 17.90 x 12.40 Jeremy Flores (FRA)
04: Damien Hobgood (EUA) 16.30 x 15.50 Julian Wilson (AUS)
05: Bede Durbidge (AUS) 17.16 x 13.93 Jordy Smith (AFR)
06: Adriano de Souza (BRA) 17.10 x 11.00 Fredrick Patacchia (HAV)
07: Taj Burrow (AUS) 17.00 x 16.23 Dane Reynolds (EUA)
08: Adrian Buchan (AUS) 14.33 x 11.33 Tom Whitaker (AUS)
A International Surfing Association acaba de revelar o seu ranking de países, que coloca este ano Portugal na sexta posição, logo atrás do Havaí e à frente de outras potências dos desportos de ondas como França (8º), Espanha (11º) ou Nova Zelândia (14º). E, entre os países europeus incluídos nesta tabela, Portugal está em primeiro lugar.
O primeiros lugares, esses, estão reservados aos do costume nestas lides. A Austrália mantém-se firme no lugar cimeiro com um total de 88 medalhas, seguida pelas 70 medalhas do Brasil. África do Sul e Estados Unidos da América encontram-se, respectivamente, nos terceiro e quarto lugares.
Criado em 1996 e desde então actualizado anualmente, este quadro de classificações torna possível seguir o histórico de cada um dos países associados da ISA em termos de competições e medalhas ganhas, sendo esta a forma mais exacta de acompanhar o evoluir de cada nação nestas modalidades. Para efeitos de contabilização, são tomadas em conta as provas dos World Surfing Games, os World Junior Surfing Championship e os World Master Surfing Championship Com um total de 12 medalhas (três de ouro, quatro de prata, três de bronze e outras duas distinções referentes a quartas posições), Portugal afirma-se assim como um dos mais importantes países no universo dos desportos de ondas, com atletas nacionais a destacarem-se todos os anos e invariavelmente a lutarem pelos primeiros lugares nas principais competições internacionais.
Fonte FPS/ISA
Parece que algo ia mesmo podre no "Reino da Dinamarca"... . Afinal o principal implicado nisto tudo não foi ouvido. Começo a pensar com cada vez mais veemenência que foram outro tipo de interesses a ditar esta decisão. Quem melhor que o próprio Bodyboard para saber decidir sobre o que é melhor para si?
Passo a citar o site da Federação Portuguesa de Bodyboard:
A melhor forma de nos fazermos ouvir é agarrar esta oportunidade com unhas e dentes e fazer do World Bodyboard Games um campeonato memorável. Ver esta decião como uma porta para a expansão do Bodyboard e uma janela que mostra o que de melhor se faz em cada país, nesta modalidade. E para variar um pouco, Portugal pode sair daqui a ganhar. Além do mais, vamos ter um bom momento para comparar o nível de de Surf e de Bodyboard actualmente praticado por terras lusas. Senhores patrocinadores vejam depois quem dá mais retorno. Se assim quiseram, tê-lo-ão.

Retomo o racicocínio que fiz atrás sobre o Bodyboard estar fora dos ISA World Surfing Games, para mencionar o lado positivo da coisa. É obvio que também o tem. Diria até que, se nos marimbarmos para os pensamentos do "paz e amizade", em termos teóricos o Bodyboard saiu a ganhar. Podemos também pôr por agora de parte de parte os motivos que estiveram por detrás desta decisão, já que dizer que foram económicos, não passa de expeculação. Embora, aqui entre nós, ninguém mos tire da ideia.
Se assim é, então que Bodyboard arregace as mangas e venha a ter o seu próprio Internacional Bodyboarding Games, o mais rápido possível. De resto, é o que o site do ISA promete e já estão abertas as candidaturas para escolher a cidade anfitriã dos primeiros jogos olímpicos de Bodyboard. Além dos já mencionados pela federação eis, a meu ver, mais dois aspectos positivos: a modalidade demonstrar a sua própria autonomia e valor, enquanto desporto por equipas, em particular, o alto nível em que se encontra o Bodyboard português face ao de outros países. Não menos importante, a possibilidade das equipas comportarem maior número de elementos femininos, já que o último ISA levou apenas a competição Rita Pires, deixando para trás outros grandes valores do Bodyboard feminino português.
Se o Bodyboard precisa do Surf e vice-versa? Nem pensar. Mas penso que, com esta decisão, ficará a faltar um momento de encontro entre estas duas modalidades, pondo de parte por momentos algumas animosidades e rivalidades, em detrimento de uma causa comum. Se o Bodyboard e o Surf de competição precisam dos interesses comerciais? Infelizmente sim. Demasiado. Embora a situação já esteja muito mudada, temo que os investimentos entre um World Surfing Games e um World Bodyboard Games sejam bem diferente. E, em épocas de crise, a corda rebenta sempre para aquele que dá menos retorno, em teoria... .
Ou será esta uma mera visão feminina omântico-pessimista de toda a coisa? Espero que esta fractura traga então os tão esperados benefícios. Ficamos à espera.

O que é isto de ser mulher num desporto maioritariamente masculino?
É esta a pergunta a que me propuseram responder nesta edição. O meu primeiro impulso foi partilhar esta questão com alguém na mesma condição. Foi aqui que me surgiu a primeira pista: a solidão. Se surfar já é só por si só um desporto individualista, fazê-lo sendo rapariga ainda o é mais, já para nem falar no acto de escrever para uma revista dedicada a esses desportos.
As pioneiras sofreram na pele o preconceito de serem mulheres e serem diferentes, mas abriram a porta às gerações mais novas que lhes puderam seguir as pisadas. Particularmente aos nossos desportos de mar, penso que se está a evoluir cada vez mais no sentido do respeito e admiração pela mulher que, tal como os homens, gosta de ondas e já rivaliza em performance. Bom exemplo disto mesmo, no plano competitivo, foi a recente etapa do Nacional Open de Bodyboard em Sagres, onde Rita Pires esteve perto de atingir as meias finais, em baterias mistas, com o tri-campeão europeu Manuel Centeno e o top 6º no ranking mundial Hugo Pinheiro, ainda na água; isto só para mencionar alguns.
Pessoalmente, ao invés do preconceito dentro de água, sinto um pouco de solidão e a falta de solidariedade feminina. Sinto o peso de me destacar, por ser diferente, quase sempre a única e por isso não querer dar parte de fraca, ambicionar fazer mais melhor, tanto para mim, mas talvez ainda mais para os outros... . E esta talvez seja uma condição ou condenação exclusivamente feminina: sentir o dever e o querer provar constantemente a nós mesmas e a eles que afinal também conseguimos ser bons nas mesmas coisas.
Nunca senti qualquer tipo de preconceito dentro de água. Muito pelo contrário, seja entre companheiros de surfada ou ilustres desconhecidos. Um pouco de cavalheirismo? Talvez. Mas de qualquer forma, a aversão de outrora a mulheres no mundo do surf, diria que é inexistente. A haver preconceito, será o das mulheres e ondas grandes não combinarem. Será esse, sem dúvida, o próximo tabu a derrubar.
Penso que Portugal já está no bom caminho, com franca expansão no número de praticantes, com o interesse crescente dos patrocinadores e das marcas que vêem o surf feminino como um nicho de mercado importante e os media que lhe dão cada vez mais visibilidade e voz à condição de ser mulher e gostar de descer ondas. Neste aspecto a Free Surf está de parabéns já que é uma das pioneiras ao preocupar-se, desde a sua fundação, em ter um espaço próprio para as raparigas se reverem e para os homens compreenderem um pouco do espírito feminino no mar.
E sendo esta época de desejos para 2009 almejo que este seja um ano em que mais raparigas se decidam fazer-se às ondas e não tenho medo de entrar neste mundo ainda tão masculino, mas igualmente arrebatador. E a pouco e pouco a solidão de cada uma de nós - Flores do Mar - dará lugar a uma grande cumplicidade.
Texto Publicado na Revista FreeSurf Secção "Flores do Mar"-
Nr. 7 Janeiro 2009

"O bodyboard deixou de fazer parte dos ISA - internacional Surfing Games"
Assim se pode ler no site da Associação que tem, com esta decisão, o objectivo de "concentrar todos os esforços em diferentes disciplinas de surf actualmente existentes". Assim, planeiam um campeonato exclusivo de Bodyboard que trará, segundo eles "uma maior visibilidade" ao desporto.
Fernado Aguerre, presidente do Isa, diz que a decisão de separar as modalidades de "stand up" e bodyboard tem em conta as necessidades particulares de cada desporto, a saber, tipos de mar mais apropriados e recursos especifíficos de julgamento para cada desporto.
A meu ver, esta decisão destroí aquilo que até aqui havia sido construído com o ISA. Deita por terra o verdadeiro espírito dos Internacional Surfing Games, uma espécie de espírito Olímpico. É certo que continua a aproximar selecções, mas também é certo que deixa de existir uma forma extremamente importante de aproximar sufirstas, longboarders e bodyboarders. Falo não só de atletas. Inconscientemente o público podia apreciar performances pelas quais, à partida, não se interessaria: qual é o bodyboarder que vai ver uma prova de surf? Ou vice-versa? Quem sabe, se dali não ia nascendo um certo respeito pela modalidade alheia? O caso do último ISA quanto a mim foi exemplar: os excelentes resultados dos bodyboarders portugueses catapultaram a selecção para um honroso sexto lugar, mais as medalhas individuiais de prata, com Manuel Centeno e de bronze com Hugo Pinheiro e Rita Pires. Dou por mim a ouvir um certo burburinho entre a comunidade surfista: "ai se não fosse o bodyboard...". Goste-se ou não se goste, o que é certo é que este tipo de competições ajuda (ou ajudava) a criar laços de familiariedade entre disciplinas. Quando normalmente são auma espécie de dversários, surfistas e bodyboarders lutavam por uma causa comum. Separar o "stand uo" do bodyboard é, quanto a mim, um retrocesso no que de bom já foi conseguido. Surf e Bodyboard, de novo, de costas voltadas.
Parece-me que os aspectos positivos desta separação, apontados pelos distintos senhores do ISA não suplantam os aspectos negativos que dela nasceram. Maior "visibilidade do Bodyboard"? Se é que o Bodyboard precisa de maior visibilidade do que aquela que já tem, não teria ainda mais visibilidade indo beber do reconhecido mediatismo do surf, competindo em conjunto? "Necessidades particulares de cada desporto"? É certo que existe mar mais propício à pratica de cada um dos três desportos, mas também é certo que existe um ponto de equilíbrio que é ideial para os três. As finais do ISA deste ano no CDS foram, indubitavelmente feitas em más condições para os três desportos e não serão ondas longas e tubulares o sonho de qualquer rider, indpendentemente de como as desce?
O Bodyboard sempre foi e será um desporto marginal. Mas, por ser "marginal", não quer dizer que o seja num mau sentido. Se calhar é mesmo esse o lugar onde nós, bodyboarders, o queremos. ok deixem-nos sossegados no nosso canto, bem longe do "morangos style of living". Quanto a mim as razões acima descritas não passam de desculpas que respondem à urticária de certos interesses económicos. Bodyboard ao lado das disciplinas de surf é incómodo: é reconhecer uma espécie de filho bastardo que, sim senhor cresceu e já é muito importante, mas provoca sempre uma certa azia quando se junta à familía uma vez por ano no "Natal". Será coincidência que o próximo ISA, a realizar na Costa Rica em Agosto, seja Billabong ISA World Surfing Games? A marca posicianada no surf, sem bodyboard team... .
Como tirar a pedra do sapato? "Está-se a planear um campeonato do mundo exclusivo ao Bodyboard!" Puxa, que generosos. Fico então à espera. Sentada.
E quem disse que Portugal anda cinzento de tanta crise?!
É agora que vou concretizar o meu sonho e fazer tow out no porto de Santa Apolónia !
Vicissitudes da vida, ou vicissitudes minhas, perante a vida, impediram-me de ir à água estas últimas duas semanas. Shame on me. Shame on me quando deixo de fazer a última coisa que me alegra, a única coisa que tenho certa quando nada mais parece fazer sentido. Com o passar dos dias passam a ser remotas as sinestesias, as imagens, como se tivesse acordado de um sonho que se esvai a pouco e pouco nos primeiros minutos de vigília. Assim eram as minhas lembranças e estados de alma do "estar dentro de água". E passaram... só duas semanas.
Ontem fiquei-me pelo passadiço de carcavelos, saboreando a calmia duma praia banhada pelo sol invernoso, sem o frenesi doentio dos dias de Verão. Sabe bem olhar. Simplesmente. Fazer as pazes com a vida e com o mar que me chama, mas que a cobardia me impede de responder. Cobardia de quem está desiludido com tudo, cobardia de quem pensa que já esqueceu e já não é capaz. Cobardia de sentir frio, literal e metaforcamente falando, e estender os braços num longo "não vale a pena".
Não costuma ser este o espírito de quem entra no Ano Novo. Mas foi este o espírito com que vim do Ano Velho. Nada melhor do que obrigar-me a entrar hoje dentro de água. Sim. Shame on me again. Mas nunca se obrigaram a fazer algo, sabendo que é para vosso bem? Pois hoje fui mais forte que o frio das minhas ideias e fiz-me ao frio aparente do mar.
Foi com prazer redobrado que apanhei a minha primeira onda do ano, numa espécie de alegria infantil. De repente, tudo ficou mais quente, tudo pareceu melhor. De repente o frio passara porque, afinal, esta-se bem melhor dentro de 14º graus do que nos nos 5º ou 6º que fazem lá fora... ou simplesmente porque, afinal, uma surfada dá novo fôlego à vida.
É uma das melhores coisas que existe e, se calhar, aquela que nos mostra com mais clarividência e imediatez que vale a pena Viver, nem que seja para esta sinédoque de sensações que nos traz. Sim, Surfar é a parte dum todo, que é Viver. E quando às vezes nos esquecemos de Viver... o melhor é lembrar-mo-nos apenas duma parte... aquela que ironicamente aquece o frio da Vida, numa onda gelada duma fria tarde de Inverno.
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