Sexta-feira, 6 de Julho de 2007
Afinal... não foi de mim!
E continuando o tema do post anterior... aqui fica um excerto da crítica do Blitz:

Em dia de peso por excelência, os gigantes Metallica mostraram que a longevidade pode bem ser o segredo do seu sucesso e conquistaram a plateia do festival. (...) «Lisbon... Metallica loves you» . Passavam três quartos de hora da uma da manhã e James Hetfield, vocalista dos norte-americanos Metallica, anunciava com um sorriso nos lábios e punho cerrado no ar a sua adoração pelo público nacional. Estava assim fechado, e fechado com chave de ouro!, o Acto 1 do 13ª Super Bock Super Rock – aproximadamente nove horas 45 minutos depois de se terem ouvido os primeiros acordes através do sistema sonoro instalado no Parque Tejo. (...) A espera pela banda mais aguardada do dia começava a tornar-se penosa, mas os primeiros acordes de «Creeping Death» – depois da já habitual «Exctasy of Gold» como introdução – funcionaram como uma injecção de adrenalina numa massa humana que, de um momento para o outro, parecia totalmente imune à longa maratona de actuações a que já tinha sido sujeita por esta hora. É precisamente aqui que voltamos à tal tirada proferida por James Hetfield que deu início a este texto – «Lisbon... Metallica loves you» . Poucas vezes um elogio deste género soou tão sincero e apropriado. As duas horas e meia que os Metallica passaram em palco foram de total comunhão entre os músicos e o seu público... James, Kirk, Robert Trujillo e Lars Ulrich estavam com saudades de estar em palco e a multidão presente no Parque Tejo já tinha, obviamente, saudades deles. Os músicos não tinham vontade de se ir embora e os fãs não os queriam deixar ir – as partidas «em falso» e os sucessivos regressos ao palco foram disso um bom exemplo. Actualmente em processo de gravação de um novo disco de estúdio, os quatro músicos aproveitaram a época estival para dar uma «escapadela» - e o espectáculo do Super Bock Super Rock foi o primeiro que fizeram desde o ano passado.
Estou...: com saudades...
memorizado por LaraR às 02:10
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007
Uma agradável surpresa
Na passada quinta-feira fui a um dos melhores concerto da minha vida. É incrível esta afirmação vindo de alguém que aprecia ritmos mais calmos, como reagge ou música clássica. Sim, Mettalica no Super Bock Super Rock foi um dos melhores concerto da minha vida.
Esta banda de californianos tem uma presença em palco como poucas que já vi. Bem me avisaram e não me enganaram! Sabe envolver um público, puxar por ele e, acima de tudo, agradecer-lhe. O reagge, por exemplo, é dos ritmos que maior envolvência pode trazer num concerto. Podemos não conhecer o intérprete, nem perceber nada da letra, mas deixamo-nos ir naquela lenguidão, naquela alegria e público ondula em conjunto, torna-se uma família. Dizer que se passou isto num concerto de heavy metal pode parecer estranho, mas assim foi que se passou. E mesmo eu, conhecendo poucos temas do grupo, fiz parte daquela família. E até mesmo as minhas pernas, que roçavam a distensão muscular, se esqueceram da burrice da véspera de surfar sem pré-aquecer e pularam como se não houvesse amanhã.
Estes monstros do heavy metal não precisam de provar mais nada, do alto do seu sucesso. Este podia ser mais um concerto, no meio da tounée. Mais um público, que apesar de numeroso, não chega às multidões  de um Rock in Rio, por exemplo. No entanto, estes senhores de aspecto duvidoso. para alguns, parecem ser as pessoas mais conscientes do seu público e dos seus fans, em particular. Vou usar o adjectivo  mais improvável para definir os Metallica: são uns fofos. E são mesmo. Tal como comentaram comigo, estes rapazes pareciam que não se queriam vir embora do palco. Numa performance musical imaculada, após 2h de concerto sempre a abrir, onde puxavam pelo público em momentos de diálogo meio cúmplice e em apontamentos fabulosos de pirotecnia, os Mettalica regressaram ao palco com uma bandeira portuguesa, agradecendo a todos nós, pela milionésima vez e tocando ainda mais. Distribuiram ainda uns souvenirs, que não consegui perceber o que eram - pelo tamanho talvez uns pins - e ficaram, e ficaram, e ficaram para fotos e abraços.
Não há nada pior que uma banda mostrar desprezo ou indiferença pelo seu público. No mínimo peço respeito. Um obrigada, pelo menos. Há muitos grupos que vêm tocar e não dirigem uma única palavra ao público. Somos fans mas não temos sangue de barata. Chegam, tocam e vão embora. Ter a humildade de reconhecer que estão ali e são o que são por nossa causa, é o que distingue os grande grupos, dos extraordinários.

E os Metallica foram mais que extraordinários naquela noite.

Peço desculpa pela qualidade, mas aqui fica um momento para recordar. And nothing else matters:


Estou...: roqueira
memorizado por LaraR às 17:37
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